quinta-feira, 15 de março de 2012

quarta-feira, 14 de março de 2012

terça-feira, 13 de março de 2012

Par de cristas.

sexta-feira, 9 de março de 2012

sexta-feira, 2 de março de 2012

Clássico!

Ganhe quem tiver de ganhar, que ganhe com honra e justiça.
O Futebol tem tanto ainda que evoluir.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Baptista Bastos esta quinta feira na Cabana

Onde É Que Você Estava No 25 de Abril?
Quem, nascido antes dos oitenta, não se lembra desta frase, milhares de vezes repetida e tornada anedota recorrente no nosso dia a dia. Até o "saudoso" Herman de outros gloriosos tempos, a caricaturou, fazendo um boneco hilariante?
O autor dessa pergunta é o escritor, ensaista e jornalista Baptista Bastos, que dirigia um pequeno programa na RTP, de nome Conversas Secretas, e que servia para entrevistar escritores, músicos ou até políticos. Durante a “amena cavaqueira”, colocava sempre a mesma questão ao convidado do momento: “Onde é que você estava no 25 de Abril?”
A verdade, é que Baptista Bastos não se encerra nesta frase, sendo um grande defensor das liberdades e um humanista, desde os tempos em que se juntou ao movimento neo-realista, em pleno Estado Novo salazarista.
Por coincidência, ou não, a última tertúlia na Cabana dos Parodiantes, foi dedicada ao Alves Redol, amigo desses tempos de Baptista Bastos.
Na próxima 5ª feira, 16 de Fevereiro, vamos celebrar alguém que está vivo e de boa saúde, Baptista Bastos, uma lenda do jornalismo, um romancista de excepção, só para nós, na Cabana...que privilégio!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

4º Festival da Sopa e Pão Caseiro

Mais uma organização da Comissão de Festas de Marinhais 2012 e novo êxito!
Muito obrigado a todos os que connosco colaboraram!






O Entrudo chamado Pedro.

Imagine que a sua situação económica está num verdadeiro caos. Tem diversas dívidas e as poucas receitas já não permitem pagar todos os seus encargos.
Recorre mais uma vez ao banco para contrair um empréstimo que resolva todos os seus incumprimentos. O banco aceita financiar esse empréstimo apresentando uma taxa de juro elevadíssima e você… aceita. Além dos juros o banco ainda lhe coloca como condição de negócio, que se demita das suas funções e passe a engrossar a longa lista de desempregados.

Parece-lhe bizarro?
Foi praticamente isto que aconteceu com a “ajuda” da Troika para com a Grécia e Portugal.
Classificar de “ajuda” o empréstimo realizado é querer passar um atestado de estupidez a qualquer português.
Os interesses do puro capital e da especulação entraram pelos nossos Ministérios dentro e tão cedo não vão ceder a posição. Vamos vender as melhores empresas públicas a preço de saldo, vamos emagrecer os quadros da administração pública e aumentar preços de transportes, serviços e impostos.
Ou seja, em breve seremos uma pátria alienada da sua autonomia.
Não fomos “comprados” pelos espanhóis no princípio deste século (como muitos defendiam), mas fomos aglutinados por franceses e alemães.
Estamos nas mãos de Merkel, Sarkozy e Lagarde. Seremos seus servos durante os próximos anos, trabalharemos (os que podem ainda ter um emprego) para sustentar as grandes dívidas europeias. É isto que nos dizem alguns dos mais prestigiados economistas, sejam europeus ou americanos.

Se este cenário se afigura de horror, junte-se a ele o governo de Passos Coelho e a grande bandeira deste elenco. “Custe o que Custar”.
Custe o que Custar, levando-nos os subsídios de férias e natal, o pão da mesa, a roupa do corpo e até o Entrudo. Que raio! Até o Entrudo?
Passos está concentradíssimo na missão que a Troika lhe confiou. Saberá no entanto o Primeiro Ministro que foi eleito para defender os interesses dos portugueses?

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Mondego.

O rio da minha infância. Que bonito que ficou no filme de Daniel Pinheiro.

"MONDEGO" Versão Portuguesa from Daniel Pinheiro on Vimeo.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Feliz Natal

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Bety!

Um instante.

Aldeia do Peixe, Janeiro 2012


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Omiri

É um dos mais originais projectos de reinvenção da música tradicional portuguesa.
Omiri é um dos mais originais projectos de reinvenção da música tradicional portuguesa. from Tiago Pereira on Vimeo.

Aprovado.

Apenas uma pequena parte do lindíssimo espectáculo "Alegria" pela trupe Cirque du Soleil.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Poema Temperamental

(Poema de Joaquim Pessoa)
Ó caralho! Ó caralho!
Quem abateu estas aves?
Quem é que sabe? quem é
que inventou a pasmaceira?
Que puta de bebedeira
é esta que em nós se vem
já desde o ventre da mãe
e que tem a nossa idade?
Ó caralho! Ó caralho!
Isto de a gente sorrir
com os dentes cariados
esta coisa de gritar
sem ter nada na goela
faz-nos abrir a janela.
Faz doer a solidão.
Faz das tripas coração.
Ó caralho! Ó caralho!
Porque não vem o diabo
dizer que somos um povo
de heróicos analfabetos?
Na cama fazemos netos
porque os filhos não são nossos
são produtos do acaso
desde o sangue até aos ossos.
Ó caralho! Ó caralho!
Um homem mede-se aos palmos
se não há outra medida
e põe-se o dedo na ferida
se o dedo lá for preciso.
Não temos que ter juízo
o que é urgente é ser louco
quer se seja muito ou pouco.
Ó caralho! Ó caralho!
Porque é que os poemas dizem
o que os poetas não querem?
Porque é que as palavras ferem
como facas aguçadas
cravadas por toda a parte?
Porque é que se diz que a arte
é para certas camadas?
Ó caralho! Ó caralho!
Estes fatos por medida
que vestimos ao domingo
tiram-nos dias de vida
fazem guardar-nos segredos
e tornam-nos tão cruéis
que para comprar anéis
vendemos os próprios dedos.
Ó caralho! Ó caralho!
Falta mudar tanta coisa.
Falta mudar isto tudo!
Ser-se cego surdo e mudo
entre gente sem cabeça
não é desgraça completa.
É como ser-se poeta
sem que a poesia aconteça.
Ó caralho! Ó caralho!
Nunca ninguém diz o nome
do silêncio que nos mata
e andamos mortos de fome
(mesmo os que trazem gravata)
com um nó junto à garganta.
O mal é que a gente canta
quando nos põem a pata.
Ó caralho! Ó caralho!
O melhor era fingir
que não é nada connosco.
O melhor era dizer
que nunca mais há remédio
para a sífilis. Para o tédio.
Para o ócio e a pobreza.
Era melhor. Com certeza.
Ó caralho! Ó caralho!
Tudo são contas antigas.
Tudo são palavras velhas.
Faz-se um telhado sem telhas
para que chova lá dentro
e afogam-se os moribundos
dentro do guarda-vestidos
entre vaias e gemidos.
Ó caralho! Ó caralho!
Há gente que não faz nada
nem sequer coçar as pernas.
Há gente que não se importa
de viver feita aos bocados
com uma alma tão morta
que os mortos berram à porta
dos vivos que estão calados.
Ó caralho! Ó caralho!
Já é tempo de aprender
quanto custa a vida inteira
a comer e a beber
e a viver dessa maneira.
Já é tempo de dizer
que a fome tem outro nome.
Que viver já é ter fome.
Ó caralho! Ó caralho!
Ó caralho!