quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
4º Festival da Sopa e Pão Caseiro
O Entrudo chamado Pedro.
Imagine que a sua situação económica está num verdadeiro caos. Tem diversas dívidas e as poucas receitas já não permitem pagar todos os seus encargos.
Recorre mais uma vez ao banco para contrair um empréstimo que resolva todos os seus incumprimentos. O banco aceita financiar esse empréstimo apresentando uma taxa de juro elevadíssima e você… aceita. Além dos juros o banco ainda lhe coloca como condição de negócio, que se demita das suas funções e passe a engrossar a longa lista de desempregados.
Parece-lhe bizarro?
Foi praticamente isto que aconteceu com a “ajuda” da Troika para com a Grécia e Portugal.
Classificar de “ajuda” o empréstimo realizado é querer passar um atestado de estupidez a qualquer português.
Os interesses do puro capital e da especulação entraram pelos nossos Ministérios dentro e tão cedo não vão ceder a posição. Vamos vender as melhores empresas públicas a preço de saldo, vamos emagrecer os quadros da administração pública e aumentar preços de transportes, serviços e impostos.
Ou seja, em breve seremos uma pátria alienada da sua autonomia.
Não fomos “comprados” pelos espanhóis no princípio deste século (como muitos defendiam), mas fomos aglutinados por franceses e alemães.
Estamos nas mãos de Merkel, Sarkozy e Lagarde. Seremos seus servos durante os próximos anos, trabalharemos (os que podem ainda ter um emprego) para sustentar as grandes dívidas europeias. É isto que nos dizem alguns dos mais prestigiados economistas, sejam europeus ou americanos.
Se este cenário se afigura de horror, junte-se a ele o governo de Passos Coelho e a grande bandeira deste elenco. “Custe o que Custar”.
Custe o que Custar, levando-nos os subsídios de férias e natal, o pão da mesa, a roupa do corpo e até o Entrudo. Que raio! Até o Entrudo?
Passos está concentradíssimo na missão que a Troika lhe confiou. Saberá no entanto o Primeiro Ministro que foi eleito para defender os interesses dos portugueses?
Recorre mais uma vez ao banco para contrair um empréstimo que resolva todos os seus incumprimentos. O banco aceita financiar esse empréstimo apresentando uma taxa de juro elevadíssima e você… aceita. Além dos juros o banco ainda lhe coloca como condição de negócio, que se demita das suas funções e passe a engrossar a longa lista de desempregados.
Parece-lhe bizarro?
Foi praticamente isto que aconteceu com a “ajuda” da Troika para com a Grécia e Portugal.
Classificar de “ajuda” o empréstimo realizado é querer passar um atestado de estupidez a qualquer português.
Os interesses do puro capital e da especulação entraram pelos nossos Ministérios dentro e tão cedo não vão ceder a posição. Vamos vender as melhores empresas públicas a preço de saldo, vamos emagrecer os quadros da administração pública e aumentar preços de transportes, serviços e impostos.
Ou seja, em breve seremos uma pátria alienada da sua autonomia.
Não fomos “comprados” pelos espanhóis no princípio deste século (como muitos defendiam), mas fomos aglutinados por franceses e alemães.
Estamos nas mãos de Merkel, Sarkozy e Lagarde. Seremos seus servos durante os próximos anos, trabalharemos (os que podem ainda ter um emprego) para sustentar as grandes dívidas europeias. É isto que nos dizem alguns dos mais prestigiados economistas, sejam europeus ou americanos.
Se este cenário se afigura de horror, junte-se a ele o governo de Passos Coelho e a grande bandeira deste elenco. “Custe o que Custar”.
Custe o que Custar, levando-nos os subsídios de férias e natal, o pão da mesa, a roupa do corpo e até o Entrudo. Que raio! Até o Entrudo?
Passos está concentradíssimo na missão que a Troika lhe confiou. Saberá no entanto o Primeiro Ministro que foi eleito para defender os interesses dos portugueses?
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Omiri
É um dos mais originais projectos de reinvenção da música tradicional portuguesa.
Omiri é um dos mais originais projectos de reinvenção da música tradicional portuguesa. from Tiago Pereira on Vimeo.
Omiri é um dos mais originais projectos de reinvenção da música tradicional portuguesa. from Tiago Pereira on Vimeo.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Poema Temperamental
(Poema de Joaquim Pessoa)
Ó caralho! Ó caralho!
Quem abateu estas aves?
Quem é que sabe? quem é
que inventou a pasmaceira?
Que puta de bebedeira
é esta que em nós se vem
já desde o ventre da mãe
e que tem a nossa idade?
Ó caralho! Ó caralho!
Isto de a gente sorrir
com os dentes cariados
esta coisa de gritar
sem ter nada na goela
faz-nos abrir a janela.
Faz doer a solidão.
Faz das tripas coração.
Ó caralho! Ó caralho!
Porque não vem o diabo
dizer que somos um povo
de heróicos analfabetos?
Na cama fazemos netos
porque os filhos não são nossos
são produtos do acaso
desde o sangue até aos ossos.
Ó caralho! Ó caralho!
Um homem mede-se aos palmos
se não há outra medida
e põe-se o dedo na ferida
se o dedo lá for preciso.
Não temos que ter juízo
o que é urgente é ser louco
quer se seja muito ou pouco.
Ó caralho! Ó caralho!
Porque é que os poemas dizem
o que os poetas não querem?
Porque é que as palavras ferem
como facas aguçadas
cravadas por toda a parte?
Porque é que se diz que a arte
é para certas camadas?
Ó caralho! Ó caralho!
Estes fatos por medida
que vestimos ao domingo
tiram-nos dias de vida
fazem guardar-nos segredos
e tornam-nos tão cruéis
que para comprar anéis
vendemos os próprios dedos.
Ó caralho! Ó caralho!
Falta mudar tanta coisa.
Falta mudar isto tudo!
Ser-se cego surdo e mudo
entre gente sem cabeça
não é desgraça completa.
É como ser-se poeta
sem que a poesia aconteça.
Ó caralho! Ó caralho!
Nunca ninguém diz o nome
do silêncio que nos mata
e andamos mortos de fome
(mesmo os que trazem gravata)
com um nó junto à garganta.
O mal é que a gente canta
quando nos põem a pata.
Ó caralho! Ó caralho!
O melhor era fingir
que não é nada connosco.
O melhor era dizer
que nunca mais há remédio
para a sífilis. Para o tédio.
Para o ócio e a pobreza.
Era melhor. Com certeza.
Ó caralho! Ó caralho!
Tudo são contas antigas.
Tudo são palavras velhas.
Faz-se um telhado sem telhas
para que chova lá dentro
e afogam-se os moribundos
dentro do guarda-vestidos
entre vaias e gemidos.
Ó caralho! Ó caralho!
Há gente que não faz nada
nem sequer coçar as pernas.
Há gente que não se importa
de viver feita aos bocados
com uma alma tão morta
que os mortos berram à porta
dos vivos que estão calados.
Ó caralho! Ó caralho!
Já é tempo de aprender
quanto custa a vida inteira
a comer e a beber
e a viver dessa maneira.
Já é tempo de dizer
que a fome tem outro nome.
Que viver já é ter fome.
Ó caralho! Ó caralho!
Ó caralho!
Ó caralho! Ó caralho!
Quem abateu estas aves?
Quem é que sabe? quem é
que inventou a pasmaceira?
Que puta de bebedeira
é esta que em nós se vem
já desde o ventre da mãe
e que tem a nossa idade?
Ó caralho! Ó caralho!
Isto de a gente sorrir
com os dentes cariados
esta coisa de gritar
sem ter nada na goela
faz-nos abrir a janela.
Faz doer a solidão.
Faz das tripas coração.
Ó caralho! Ó caralho!
Porque não vem o diabo
dizer que somos um povo
de heróicos analfabetos?
Na cama fazemos netos
porque os filhos não são nossos
são produtos do acaso
desde o sangue até aos ossos.
Ó caralho! Ó caralho!
Um homem mede-se aos palmos
se não há outra medida
e põe-se o dedo na ferida
se o dedo lá for preciso.
Não temos que ter juízo
o que é urgente é ser louco
quer se seja muito ou pouco.
Ó caralho! Ó caralho!
Porque é que os poemas dizem
o que os poetas não querem?
Porque é que as palavras ferem
como facas aguçadas
cravadas por toda a parte?
Porque é que se diz que a arte
é para certas camadas?
Ó caralho! Ó caralho!
Estes fatos por medida
que vestimos ao domingo
tiram-nos dias de vida
fazem guardar-nos segredos
e tornam-nos tão cruéis
que para comprar anéis
vendemos os próprios dedos.
Ó caralho! Ó caralho!
Falta mudar tanta coisa.
Falta mudar isto tudo!
Ser-se cego surdo e mudo
entre gente sem cabeça
não é desgraça completa.
É como ser-se poeta
sem que a poesia aconteça.
Ó caralho! Ó caralho!
Nunca ninguém diz o nome
do silêncio que nos mata
e andamos mortos de fome
(mesmo os que trazem gravata)
com um nó junto à garganta.
O mal é que a gente canta
quando nos põem a pata.
Ó caralho! Ó caralho!
O melhor era fingir
que não é nada connosco.
O melhor era dizer
que nunca mais há remédio
para a sífilis. Para o tédio.
Para o ócio e a pobreza.
Era melhor. Com certeza.
Ó caralho! Ó caralho!
Tudo são contas antigas.
Tudo são palavras velhas.
Faz-se um telhado sem telhas
para que chova lá dentro
e afogam-se os moribundos
dentro do guarda-vestidos
entre vaias e gemidos.
Ó caralho! Ó caralho!
Há gente que não faz nada
nem sequer coçar as pernas.
Há gente que não se importa
de viver feita aos bocados
com uma alma tão morta
que os mortos berram à porta
dos vivos que estão calados.
Ó caralho! Ó caralho!
Já é tempo de aprender
quanto custa a vida inteira
a comer e a beber
e a viver dessa maneira.
Já é tempo de dizer
que a fome tem outro nome.
Que viver já é ter fome.
Ó caralho! Ó caralho!
Ó caralho!
A Montanha
Foi preciso esperar por Dezembro para ficar a conhecer um dos melhores discos de 2011. É uma opinião muito minha. Mas acredito que poderão partilhar da mesma, se escutarem atentamente.
Acesso Bloqueado... a Nós
O Governo deste País revela a cada dia que passa a sua estratégia. Desistiu de Nós. De todos os que aqui nasceram.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
MailArt na Cabana dos Parodiantes
A cabana dos Parodiantes, em Salvaterra de Magos, recebe até ao próximo dia 20 de Dezembro uma exposição única. A Exposição "O Planeta Terra é uma grande Ilha com um imenso Oceano à volta", é o 3º evento desta natureza em Portugal e provavelmente o maior, tendo em conta que se trata de 125 postais de autores provenientes de 25 países dos 5 continentes.
Ao longo da história da arte, muitos foram os meios explorados pelos diversos artistas, com o intuito de celebrarem a sua criatividade, e de divulgarem suas obras perante o público e meio artístico. Eis que surge então, na década de 60, o movimento designado por Arte Postal (MAIL ART) ou Arte por Correspondência, que tinha como principal vantagem o poder de ser auto-suficiente, no caso das Artes Plásticas, permitia fugir ao circuito das Galerias de Arte, local onde nem sempre oportunidades de exposição existem. Os artistas conseguiam assim que o seu trabalho ou parte dele, fosse apreciado a uma escala internacional sem barreiras e burocracias, criadas pelos locais normalmente vocacionados para a sua exploração. Para além do factor de troca de correspondência entre artistas, a Arte Postal permite a criação de uma rede de contactos onde experiências podem ser partilhadas. O mesmo movimento, continua actualmente activo, por vezes poderá ser conectado como outsider ou alternativo, no entanto, muitos artistas o mantém, como era o caso de Ray Johnson's um dos seus principais impulsionadores.
nem arte), mas provavelmente o primeiro exemplo de Arte Postal será através de um desenho pictórico que o artista inglês William Mullready (1786-1863) criou para ser impresso nos envelopes de "Penny Post" na Grã-Bretanha em 1840, como também W. Reginald Bray (1879-1939) conhecido como "O rei dos autógrafos", que em 1898 começou a testar os limites e regras do sistema de correios Britânico, enviando todo o género de objectos adornados apenas com um selo postal. Eventualmente, ele enviou-os a si mesmo. Sendo este um movimento que tem fortes influências no Dadaismo e no Fluxus, no entanto, convém sublinhar que alguns MailArtists defendem que a arte postal teve a sua origem quando Cleoptra enrolada num tapete se entregou a Julio Cesar (no entanto isto não é correio
Resumidamente podemos indicar, que Arte Postal é o processo criativo pelo qual é usado como meio de transmissão o tradicional serviço dos Correios, e por isso, postais, envelopes, selos ou carimbos, são alguns dos suportes em que é possível a expressão desta arte. Os Artistas utilizam principalmente técnicas como colagens, pintura, desenho, escrita, fotos, arte digital etc., para além de ser um movimento onde todos podem participar , independentemente de serem artistas ou não, somente à que reter uma pequena regra, quando alguém envia algo para outra pessoa, essa mesma não tem obrigatoriedade de enviar algo em troca.
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